segunda-feira, 30 de março de 2009

Considerações finais

Conhecimento, novas experiências, interação e coletividade: As promessas foram cumpridas, e o MCD LAB #1 termina quebrando paradigmas e fazendo o seu papel de trazer à luz atuações e performances inovadoras no meio da arte e da música.

O desafio foi grande, e a luta não foi tão fácil assim. Reclamações de vizinhos intolerantes foram constantes e alguns ratos do sistema tentaram nos parar.

Mas, graças a Deus, por trás desta obra agia um Espírito de Manifesto, que não se conformava com a burocracia e com os diversos impedimentos que uma Constituição obscura e sem cabimento nos impõe.

Este foi só o primeiro, e com toda a certeza faremos de tudo pra nos superarmos na próxima edição.

Agradecemos a presença física e virtual de cada um, e queremos nos colocar a disposição para receber novas idéias: lab.mcd@gmail.com

"A arte depende, em sua execução e direção,
do tempo em que se vive, e os artistas são os criadores da sua época...” Huelsenbeck, 1918 (manifesto dadaísta)

terça-feira, 24 de março de 2009

Tintas e experimentalismo

Rolou neste domingo o workshop de serigrafia ministrado pelo estúdio SNH. Os 20 primeiros que se inscreveram puderam curtir e aprender um pouco mais sobre a arte de passar a imagem da tela para o tecido (ou papel). A serigrafia está cada vez mais fazendo parte da street art e é uma boa para quem quer comercializar seus trampos através de camisetas e telas feitas com silk-screen. Confira abaixo quem passou por lá e colocou a mão na massa produzindo suas telas.


















segunda-feira, 23 de março de 2009

O abstrato, a música e um computador

Nesta sexta, quem passou pela casa da MCD pôde conferir o som de Psilosamplers. O show apresentado por Zé é o resultado de inúmeras experiências malucas pelo universo musical pouco explorado pela tradicional cultura pop. As músicas relembram vários temas, cantigas, texturas, remixes entre colagens e sampleadas, a favor de um ambiente sonoro abstrato e sem maiores preocupações com tradição musical. Suas performances em tempo real costumam ser feitas apenas com um computador executando softwares, em busca da precisão máxima, melodias e ritmos alucinantes, explorando eletronicamente diversas influências, algumas delas regionais, folclóricas e psicodélicas. Confira as fotos do show e de quem passou por lá e curtiu um pouco do universo musical dos breaks, idm e da brain dance.












sábado, 21 de março de 2009

Workshop de Serigrafia

A serigrafia é o domínio da técnica de fazer com que as imagens formadas pelas mentes criativas se transformem em cores e traços estampados em tecidos. Graças à sabedoria dos povos do oriente, com a evolução do estêncil, a arte cresceu e chegou até o ocidente. De Marcel Duchamp à Andy Warhol, muitos artistas usaram a serigrafia em seus trabalhos.

No Brasil, o estúdio SHN é um dos mais respeitados na arte da serigrafia, reunindo diversos artistas de talentos e técnicas únicas. Amanhã, dia 22, o pessoal da SHN estará no MCD Lab #1, coordenando o Workshop de Serigrafia, que acontece à partir das 15h. Mas atenção: só os 20 primeiros que chegarem cedo e se inscreverem antes da aula é que serão privilegiados. Esperamos vocês lá!

Tour virtual pela casa do MCD Lab #1

Para romper a inércia é preciso motivação. E motivação é aquilo que mexe com os sentidos, provocando sensações de necessidade e saciação. É isso que o MCD Lab #1 provoca nas pessoas. Se você ainda não visitou a casa, ainda há tempo. E se você precisa de um motivador para vencer a inércia, faça um tour virtual pela casa, e complete a sua experiencia indo até lá:

MCD Lab #1 na sua casa

Se você visitou a exposição, ou viu as fotos das obras aqui no blog do MCD Lab #1, saiba que elas estão à venda, com renda total para o artista. Considerando o nível das artes que estão na casa, os preços são quase "simbólicos".



Os interessados podem falar com a organização do evento pelo e-mail lab.mcd@gmail.com .

sexta-feira, 20 de março de 2009

Workshop de Produção Musical e Dub



Entender o dub é entender como o homem dominou a tecnologia em prol de uma arte que é a música. Por muito tempo o homem foi refém da máquina. A revolução sonora aconteceu na Jamaica, nos anos 60. Foi lá que o produtor e DJ Victor Rice buscou suas influências para entender a arte do Dub, e criar a sua própria técnica.

Como a transmissão de conhecimento também é uma forma de manifestação artística, Rice estará no MCD Lab #1 amanhã, dia 21, à partir das 17h, passando os seus ensinamentos a todos que se amarram em fazer um som, no Workshop de Produção Musical e Dub, além de responder as perguntas do pessoal e, é claro, fazer uma demonstração ao vivo de suas experimentações musicais. Chegue cedo: só os 30 primeiros que chegarem na casa e se inscreverem é que vão ter esse privilégio. Participe!!!

A noite do Takara

A noite do dia 18 na casa do MCD lab #1 foi inebriada pela conjunção formada com a galera que esteve presente. Ao som de Maurício Takara, o ambiente ganhou novos ares e novas percepções, misturando arte, música e interação. Só quem esteve lá é capaz de descrever a sensação. Para quem quiser uma amostra do que rolou, congelamos pequenos instantes em imagens e trouxemos para você:
























MCD Lab #1 na MTV

A verdadeira arte é aquela que mexe com a percepção do grande público, provocando sensações e reações, nunca sendo indiferente. O pessoal da MTV percebeu o que um evento como o MCD Lab #1 é capaz de fazer e foi de perto conferir o que tem de tão especial por trás das paredes da casa. O resultado você vê abaixo:



quinta-feira, 19 de março de 2009

Entrevista com Emerson Pingarilho


O desenhista gaúcho-amazonense resolveu assumir e se convencer de que, o que ele sabe mesmo fazer, é desenhar! Atualmente dedica-se às possibilidades do desenho a nanquim e através disso invoca imagens vindas de sonhos premonitórios, seres eróticos, bestas celestiais, potência onírica, shamanismo urbano, o amor incondicional e o delírio. Participa da Irmandade Upgrade do Macaco, onde vários amigos/artistas se unem com um propósito comum na exploração do imaginário. Além disso, Pingarilho está expondo no MCD Lab, confere aí a entrevista que fizemos com ele.

Qual é a primeira manifestação de arte que você lembra de ter na sua infância?
Dos amigos violeiros dos meus pais, a gente descia o Rio Negro, ficava três diasnuma praia deserta só no sonzinho da viola.

Aquele clichê de ‘nada se cria, tudo se copia’ vale pra você?
Se ter o bom senso, ter consciência e conhecimento da história da arte, se for pra isso, então já implica usar as técnicas dos antigos. As pessoas geralmente têm suas opções: usar técnicas para desenvolver o novo, ou ser um imitador. Quem busca o novo sabe das dificuldades de ser aceito em qualquer lugar. Porque difere, o imitador é como o causo do garotinho que faz sua banca de limonada na rua, se for sucesso, todos os outros vão fazer igual e na mesma rua, essas "novidades" chamam atenção, mas... Acho que o clichê se aplica as duas coisas, mas sabemos que a intenção difere.

O que você fazia antes de começar a trampar com arte? Faz alguma coisa além disso hoje?
Já trabalhei em produtora, mas é muita gente, até demais. Tenho sido bem recebido desde que comecei a mostrar meus desenhos. Na verdade é muito mais trabalho e esforço para conseguir as coisas, mas sem sofrimento...

Qual é a tua base de criação? Usa alguma técnica?
Uso várias, na verdade a abordagem para desenhar não existe regras, mas sim experiências adquiridas. O que existe são artistas que desenvolveram técnicas pessoais que foram se alastrando e se desdobrando. Sou um amante do gravurismo.

Qual a melhor atividade não-artística que você não abre mão?
Dançar!

No futuro arte será vendida em pílulas ou as pessoas já estão se dando conta da necessidade dela?
No Brasil existe a noção de que a expressão artística não é um mero adorno. Possuímos uma história, das escolas baianas de pintura do séc. XIX ao pintor Guignard. Temos outros momentos lembrados como o de Lygia Clark, as pessoas sabem que arte é algo renovador para a alma, mas nossa época atual (ou diria, atualizando o momento), existe um certo preconceito daquilo que vem de fora das tradicionais escolas de arte, e isso se alastrou enormemente nos últimos 15 anos. Existe uma necessidade? A de fazer. As percepções e as gerações estão mudando...

Qual foi a coisa mais importante que você já fez pra conseguir chegar onde você está?
Foi provavelmente ter tido vergonha na cara pra assumir que desenhar é a melhor coisa que eu sei fazer na vida.

O que é o Upgrade do Macaco?
O Upgrade do Macaco é uma Irmandade, somos amigos há muito tempo e temos muito em comum na exploração do imaginário. Pra nós é como uma nave-mãe, nos leva através das dimensões da mente, não se trata de ideologia ou qualquer outra patologia. A Irmandade existe porque somos irmãos de sangue, é a tinta que flui e nos move. Começou comigo, com o Geraldo Tavares, 9Li, Averara, Wagner Pinto, Carla Barth, Luke Scherer, Luiza Ritter, Carlos Diaz, Trampo e Ale Marder. Acho que a Irmandade sempre se eleva quando um de nós se manifesta. Mesmo assim sua existência é interior, está dentro de cada um de nós, atualmente nossa manifestação física tem sido o site (upgradedomacaco.com.br), mas quanto aos projetos futuros, isso é uma surpresa.



Short Cut
Do que você mais tem medo: De mim mesmo. Daniel Johnston diz assim: "Fear yourself, love your enemies".
Melhor artista vivo: Lucien Freud.
Um disco pra ouvir pro resto da vida: Pink Moon do Nick Drake.
Gostaria de beber com (artista vivo ou morto): Jean Delville.
Se eu morresse amanhã: Voltava da cova pra fazer um dance!
O que tu espera do MCDLab? Que todos os amigos compareçam pra representar!
Uma cor: A inexistente.
Moda é: Uma delícia.
Arte é: Viver!

quarta-feira, 18 de março de 2009

Vernissage em movimento

Para você que curtiu as fotos do evento de abertura do MCD Lab #1, ainda tem mais! Confira abaixo o vídeo exclusivo da festa que rolou na casa no dia 16:

Pulsando energia pelas paredes

Foi dada a largada no MCD Lab #1. As paredes da casa pulsam cores, sons e sensações em cima dos visitantes. A interação da galera com as diversas formas de manifestação cultural criou uma energia acolhedora no projeto. É difícil ficar indiferente, da mesma forma que é irresistível evitar um joguinho de sinuca com o pessoal. E não se admire se o seu parceiro de jogatina for um dos artistas expositores, ou um dos músicos que se apresentam à noite. Só quem passar pela casa mais explosiva de São Paulo vai poder conferir de perto o que a gente traz pra você em fotos:




Carolina Sanchez e Roberta Cajado, as responsáveis pela produção.






















Crédito das fotos: Sodré

terça-feira, 17 de março de 2009

Vernissage MCD Lab #1

Rolou ontem à noite no MCD Lab #1 uma vernissage fora dos padrões! Os convidados que participaram da festa curtiram ao máximo a energia do ambiente, amplificada pelo som da Guisado, que fez um pocket show pra galera, e dos DJs da Chaka Hotnightz, que mandaram bem. Quem esteve na casa também conferiu em primeira mão a experiência de uma interação e revolução cultural única com as obras do artistas, e pôde descontrair jogando uma sinuca com quem passou por lá. O evento ainda contou com a presença de figuras como o Binho Nunes, Cris Couto, Igor Cavallera, Cassio Sanches e Digão.

Confira as fotos:












Crédito das fotos: Sodré

segunda-feira, 16 de março de 2009

Entrevista com Maurício Takara

A desconstrução e os improvisos são dados fundamentais na estética da produção autoral de Maurício Takara. Além do projeto solo, Takara ainda toca no Hurtmold, Marcelo Camelo, São Paulo Underground e assume a curadoria musical do MCD Lab #1. Fizemos uma entrevista rápida com ele, que se apresenta na casa do projeto nesta quarta (18/03).

Qual é a primeira manifestação de arte que você lembra-se de ter na sua infância? Música mesmo... Desde que eu me lembro tinha instrumentos musicais em casa. Sempre gostei de ficar mexendo neles.
Aquele clichê de ‘nada se cria, tudo se copia’ vale pra você?
Acho que não. Muitas das criações são, sim, produto de reformulação de outras experiências, mas não necessariamente cópia.

O que você fazia antes de começar a trampar com música? Você faz alguma coisa, além disso, hoje?
O primeiro trabalho que fiz na minha vida foi com música. Cantando em trilhas e jingles. Trabalhei com algumas outras coisas algumas vezes, mas nada relevante.

Qual é a tua base de criação? Usa alguma técnica?
Eu acredito em prática criativa. Acho que é uma mistura de inspiração e disposição. Mas com certeza, eu tento praticar ao máximo minhas formas de criar e fazê-la com regularidade.

Como rolou a primeira viagem internacional pra tocar? Teve algum lugar que te marcou?
Acho que foi com o Otto. Tocava na banda dele na época e fomos tocar na Espanha acho. Foi bem legal. Sempre é uma experiência interessante. Tocar na Índia foi uma experiência especial.

Qual a melhor atividade não-artística que você não abre mão?
Sair para encontrar amigos, jogar conversa fora e observar o mundo passando.

No futuro a arte será vendida em pílulas ou as pessoas já estão se dando conta da necessidade dela?
Acredito na ambigüidade das coisas. Acho que os avanços tecnológicos podem caminhar junto com a capacidade criativa das pessoas. Sempre vai ter gente interessada em manter certas tradições, pro bem e pro mal.

Você continua com o Hurtmold e as outras bandas além da carreira solo? Está com algum projeto em andamento?
No momento estou tocando com o Hurtmold, com o Marcelo Camelo e o São Paulo Underground. Gosto de colaborar com outros artistas sempre que aparece a oportunidade.

Qual foi a coisa mais importante que você já fez pra conseguir chegar onde você tá?
Acho que nunca fiz nada para estar onde estou (o que é que isso signifique). Foi um resultado natural das escolhas feitas pela vida. Nunca pensei em ser músico e viver de música. Acho que acreditei nas coisas que gosto na maior parte do tempo.

O que você espera do MCD Lab #1?
Acho que vai ser uma boa oportunidade para as pessoas conhecerem novos artistas de várias áreas diferentes, e de se divertir num espaço raro de ter.




Short Cut
Do que você mais tem medo: Acho que de não conseguir ser bom para as pessoas de quem eu gosto.
Melhor artista vivo: Escolher um. Talvez o Ornette Coleman.
Um disco pra ouvir pro resto da vida: A Love Supreme, do John Coltrane.
Gostaria de beber com (artista vivo ou morto): Dorival Caymmi.
Se eu morresse amanhã: Seria estranho.
Uma cor: A mistura de todas.
Moda é: Parte de um momento.
Arte é: Parte da vida.

sexta-feira, 13 de março de 2009

As atrações musicais do MCD Lab #1

Quando o som transcende a barreira do tradicional para se fundir com o experimentalismo e se tornar arte? A resposta está na performance dos artistas que mostrarão sua arte no MCD Lab #1. À partir das 20h, eles irão mostrar a sua arte dentro do projeto. Confira aí embaixo quem estará lhe esperando na casa:

GUIZADO//
Quando imaginar que um instrumento clássico como o trompete iria se encontrar com o som da música eletrônica? O trompetista Gui Mendonça visualizou essa mistura. A banda, que conta com o multinstrumentista Curumin (bateria), além de Ryan Batista (baixo) e Clayton Martins (guitarra), se volta para as composições instrumentais feitas à base de instrumentos de sopro e batidas digitais. Mas o Guizado não é jazz, e tampouco é rock ou hip-hop. É uma colagem original de tudo isso e mais um pouco. Embora empurrado por um pulso quase robótico de tão eletrônico, o ritmo é sempre guiado pelo transe da ancestralidade afro.

VICTOR RICE//O baixista e produtor musical nova-iorquino é aficionado pela sonoridade jamaicana dos anos 60 e 70. Tocou em algumas das bandas de ska mais importantes da América, como New York Ska-Jazz Ensemble, Stubborn All-Stars e The Scofflaws. Produziu o primeiro disco dos Slackers, um do Pietasters, outro do Articles e outro do Skavoovie & The Epitones, por exemplo. Rice ficou mais conhecido recentemente por ter tocado baixo no disco “Dub Side Of The Moon”, elogiada versão dub do álbum clássico do Pink Floyd, lançada no aniversário de trinta anos do original pelo Easy Star All-Stars, de NY.

MJP & DJ ASMA//

Luiz Rodrigues aka DJ Asma faz parte do coletivo Porqueeu, atua como DJ de Rincon Sapiência, turntablism com o Lunattackz Crew e convidado a discotecar ou somar com o uso do toca disco em projetos musicais diversos, além de trabalhar como videomaker. Sua especialidade é a música marginal brasileira e o real hip hop. Já Marcelo MJP busca, através de samples, produzir trilhas sonoras instrumentais abstratas como forma de expressão, que segue em ligação também com seus trabalhos de arte e pintura. As influências musicais são vastas, resultado de pesquisa intensa dos dois integrantes, gerando assim uma fusão de estilo de difícil definição nas composições que tem o improviso como fundamental peça de execução.

MAMELO SOUND SYSTEM//

Mamelo Sound System é um grupo de hip-hop afro-futurista brasileiro. Entidade sônica urbana movida a batidas, rimas & a vida, capitaneada pelos microfones de Lurdez Da Luz e Rodrigo Brandão, surgiu em 2000 com a missão de pavimentar novas avenidas no imaginário do hip hop brasileiro. Em cinco anos, o grupo é dono de um histórico que inclui parcerias com figuras de destaque no cenário nacional e internacional, como Black Alien, Naná Vasconcelos, DJ Marky, Nação Zumbi, J.T. Meirelles, mundo livre S/A, Thaíde & DJ Hum, Afrika Bambaataa, o grupo nova-iorquino Wax Poetics, o DJ J-Period do Zion I e Rahzel, o beatboxer do The Roots. Hoje o combo se completa com Professor M.Stereo no comando das batidas/efeitos e DJ PG nos scratches.


AKIN//
Artista associado à cena underground do rap nacional, Akin faz parte de um coletivo de produtores e MCs batizado de O.A.R.H. (O Ataque da Raça Humana). Ao vivo, costuma se apresentar sozinho, na companhia apenas dos beats que ele mesmo dispara, ou ao lado de DJ Mako, atual parceiro de palco. Crítico intransigente dos caminhos comerciais que o rap vem trilhando, coloca em suas rimas o cenário cinza que observa. No Brasil, é um dos únicos a difundir o spoken word - poesia falada e fluida, livre de métrica, que tem Saul Williams como expoente. Em tempos de total absorção da cultura de rua pelo mercado, num momento em que MCs batalham pela fama e não mais pelas rimas, Akin se mantém independente, irredutível e autêntico, preocupado apenas em fazer música de forma original e sincera.


ELMA//
Desde que surgiu em 2002 na cidade de São Paulo, o ELMA, optou por manter-se como uma banda instrumental indo na contramão de tudo que tornou-se convencional no metal. Atualmente, contam com Fernando na bateria, Ricardo no baixo e nas guitarras Bernardo e Paulo. Espancam os ouvidos e sentimentos de muitos com estruturas musicais complexas e originais. Sobre seu CDEP, por Trama Virtual: "São apenas nove minutos, divididos em quatros faixas, todas instrumentais. Mas para que mais? Isso foi tudo que o Elma precisou para mostrar com brilhantismo que metal ainda pode ser inovador. Cinco integrantes com os braços afetados por ícones como Black Sabbath, Neurosis e Pelican se juntaram para fazer do Elma também uma referência. Metal pesado, cru, lento, sujo e, principalmente, inteligente.”

PSILOSAMPLERS//
Psilosamples é o resultado de inúmeras experiências malucas pelo universo musical pouco explorado pela tradicional cultura pop. Produzido por Zé, Psilosamples relembra vários temas, cantigas,texturas, remixes entre colagens e sampleadas, a favor de um ambiente sonoro abstrato e sem maiores preocupações com tradição musical. Suas performances em tempo real costumam ser feitas apenas com um computador executando softwares, em busca da precisão máxima, melodias e rítimos alucinantes, explorando eletrônicamente diversas influências, algumas delas regionais, folclóricas e psicodélicas. Uma apresentação ácida, de um improvável refinamento pelos universos dos breaks, hip hop,idm, Brain Dance, techno,entre outras denominações que Psilosamples se caracteriza atualmente.

M TAKARA 3//
Falar de Maurício Takara é falar do próprio desenvolvimento da música independente de São Paulo do fim da década de 90. A desconstrução e os improvisos, dois dados fundamentais na estética de sua produção autoral no M.Takara, são termômetros de seu próprio desenvolvimento como artista e suas motivações estéticas. Suas apresentações contam com Rogério Martins (Hurtmold) e Richard Ribeiro (São Paulo Underground). Seu novo trabalho, “Ocupado como Gado com Nada pra Fazer”, dá sequência aos seus trabalhos anteriores, mais herméticos e atrelados a expansão de um projeto artístico singular, e o coloca na seara da música pop e dançante.

Os artistas do MCD Lab #1

Manifesto cultural, DIY, idéias em expansão, ativismo coletivo, antiarte e espírito livre. A arte que sai da rua e invade as galerias é o conceito do MCD Lab #1, trazendo idéias que transbordam para as telas e para os muros através da mente criativa de seus colaboradores. Conheça um pouco o trabalho de cada um deles e o resultado dessa mistura no projeto:

LUCIANO SCHERER//

O gaúcho nasceu em Santa Vitória do Palmar, interiorzão do Rio Grande Sul. Em Porto Alegre ele começou seu trabalho com colagens pelas ruas, pinturas e esculturas.Influenciado pelo coletivo de arte Upgrade do Macaco, busca através da arte o rompimento de dogmas e a ascenção espiritual, de forma bastante particular, espontânea e compulsiva. Suas principais influências são: religiosidade, ritualismo, apropriação e neo-naif. Ano passado participou de uma exposição coletiva artistas de Porto Alegre, na Galeria Choque Cultural e ainda expôs seu trabalho na gringa, na galeria Anno Domini em San Jose, California.


CHIVITZ//

Há mais de dez anos intervindo na rua como artista urbano, Chivitz cravou seu nome no cenário artístico-underground de São Paulo através de seus trabalhos intrinsecamente relacionados ao graffiti e à tatuagem. Criador de uma linguagem híbrida que vagueia entre estes dois campos da pintura e se instala em suportes variados, o artista apresenta trabalhos dotados de estética inconfundível, marcada pelo uso das cores lilás, cinza, preta, branca e magenta. A originalidade de seu estilo é resultado de sua vivência na atmosfera urbana do Skate e do Hip Hop e de outras interfaces da cidade, instigando sua mente criativa o tempo todo.


RENAN CRUZ//

Nascido em Mogi das Cruzes, onde começou seu estudo no desenho e a observação das ruas. Em 2005 muda-se para São Paulo por motivo de trabalho. Atualmente trampa com design, ilustrações e projetos de pintura e arte e utiliza de diversas técnicas para aprimorar seu trabalho como gravura em metal, editoração e gráfica experimental, fotografia e silk-screen. Renan tenta com o desenho manter um fio condutor de sua vida, variando de meios, técnicas e estilos para apresentar um corpo além do físico, um mundo onde possa se equilibrar no dia a dia e unir corpo e espírito.


WHIP//

Rodrigo Yokota "Whip" trampa com ilustração desde os 15 anos de idade. Começou logo cedo no graffiti, em 1999, mas afirma ter levado a sério só em 2005, quando resolveu pintar com mais freqüência. Seus desenhos focam na figura humana e na tentativa de propagar sentimentos, com uma forte referência nos HQs.


EMERSON PINGARILHO//

O desenhista gaúcho-amazonense, atualmente dedica-se às possibilidades do desenho a nanquim. Invoca imagens vindas de sonhos premonitórios, seres eróticos, bestas celestiais, potência onírica, shamanismo urbano, o amor incondicional e o delírio. Participa da Irmandade Upgrade do Macaco, onde a meta e o ofício se destinam à manifestação pura da quarta dimensão através da experiência além da imagem, sentimento puro. Produz filmes experimentais, buscando a amplificação do homem possesso pelo seu próprio lobo interior.


DANIEL CACCIATORE, A.K.A DANIELONE //

Formado em desenho industrial pela FAAP, é envolvido com graffiti e tatuagem desde 1995. Desde muleque seus desenhos eram influencias por filmes de gangues, fliperamas e capas de discos de punk, HC e metal. Também é visto em suas artes várias referências à cidade de São Paulo e seus habitantes, muitas vezes retratados como zumbis. Faz estampas para marcas de surf e skate e algumas de suas telas podem ser vistas na galeria Choque Cultural. Além dos gráficos, Danielone também é vocalista das bandas Presto? e R.H.D.


PACOLLI//

A paulistana passa seus dias e noites desenhando entre sessões de serigrafia, estampando roupas e pôsteres. Seu trabalho é relacionado à cultura indie rock e ao DIY, gosta de fazer fanzines e coleciona comics e publicações independentesPacolli faz parte do coletivo Human Pyramids e está sempre colaborando com outros artistas. Periodicamente organiza a vendinha que é um evento relacionado à arte e música, sempre com shows e bazar de roupas, zines e pôsteres feitos por vários artistas de diversos países.Confere o coletivo aqui http://www.humanpyramids.net/

quarta-feira, 11 de março de 2009

MCD Lab #1 – Música, arte e manifesto

Entre os dias 17 e 23 de março, quem passar pela rua Desembargador Ferreira França, no bairro Alto de Pinheiros em São Paulo, verá mais do que uma casa na altura do número 368, verá arte arte saindo pelas janelas em forma de som e imagem. É lá que acontecerá o MCD Lab #1, um projeto que promete mostrar uma nova visão sobre as manifestações culturais que estão emergindo do underground.

A partir das 14h, você poderá conferir a exposição dos trabalhos dos artistas: Chivitz, Danielone, Luciano Scherer, Pingarilho, Pacolli, Renan Cruz e Whip transbordaram suas mentes criativas para as telas que estarão espalhadas pelas paredes do ambiente. Das 20h em diante, músicos e DJs exibem seus conceitos sonoros inovadores e experimentais para os visitantes.

Também vão acontecer workshops especiais para a galera que estiver a fim de colocar a mão nas pick-ups e nas tintas. No dia 21, às 17h, o DJ Victor Rice comanda o Workshop de Produção Musical e Dub. E no dia 22, às 15h, o pessoal do estúdio SHN ministra o Workshop de Serigrafia.
Além disso, o ambiente conta com uma mesa de bilhar para a diversão da galera, e uma área open sound, onde cada um pode montar o seu podcast para tocar nas salas do lugar. E o tatuador Fábio Pimentel estará todos os dias na casa para quem quiser se riscar durante o evento.

O MCD Lab #1 é uma iniciativa da MCD, que tem como objetivo proporcionar conhecimento, cultura, relacionamento e boas experiências através de uma proposta para uma nova visão cultural.

terça-feira, 3 de março de 2009

PROGRAMAÇÃO



O MCD Lab # 1 acontece de 17 a 23 de Março de 2009.

Exposição dos artistas Chivitz, Danielone, Luciano Scherer, Pingarilho, Pacolli, Renan Cruz e Whip.
Live Performance Tattoo by Fabio Pimentel.

O espaço é livre e fica aberto das 14h às 22h, com Mesa de Bilhar, Internet do Passado e Open Sound para você tocar seu Podcast !

Pocket Shows & Workshops
17/03 * 20h Mamelo Sound System
18/03 * 20h M. Takara 3
19/03 * 20h Elma
20/03 * 20h Psilosamples
21/03 * 17h Workshop de Produção Musical e Dub com Victor Rice / 20h Victor Rice
22/03 * 15h Workshop de Serigrafia com SHN / 20h Mjp & Dj Asma
23/03 * 20h Akin


Endereço: Rua Desembargador Ferreira França, 368 - Alto de Pinheiros
(em frente à Praça Por-do-Sol)

* Entrada Franca. Sujeita a capacidade do espaço *

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

CONCEITO

O fato de uma marca ser comunicada somente através de roupas e propagandas desejáveis, não é algo que nos satisfaz.
Poder proporcionar conhecimento, cultura, relacionamento e boas experiências, sem dúvida faz parte de um objetivo comum, de uma visão concreta e não de uma utopia.
Em Março de 2009, nós da MCD, decidimos que seria imprescindível montar mais que um projeto, mas uma proposta para uma nova visão. Desenterrar o ouro escondido e mostrar aquilo que talvez muitos não soubessem que existia. Desde uma música tocada da forma mais inusitada, até um novo suporte para o trabalho de arte.
O espaço é comum, coletivo. A interação e a troca são inevitáveis.

Curadoria de Arte: Stephan Doitschinoff
Curadoria Musical: Maurício Takara

Confira a programação, e não deixe de aparecer por lá.